A fofa do desenho aí em cima é Tiana. Ao lado dela, seu bofe escândalo Naveen. Pois é, agora os contos de fadas têm uma princesa afrodescendente (tem hífen? é separado?) e um romance inter-racial (essa eu pesquei!). É a evolução dos tempos, minha gente! Tiana vai reinar na Disneylândia ao lado da Cinderela, Branca de Neve, Bela Adormecida, Ariel, Bela, Jasmine... E as garotinhas neguinhas vão poder se identificar com uma princesa também neguinha, tão encantadora quanto as outras. Alguns criticaram o fato de Naveen ser branco, mas por acaso amor tem cor? E se tem, não pode misturar?
O desenho animado " A princesa e o sapo" chega aos cinemas americanos em dezembro deste ano e a história vai mostrar uma princesa diferente. Tiana teve uma infância fácil, sem madrasta má, e não está esperando por um príncipe encantado, montado no cavalo branco. É uma jovem garçonete e chef talentosa com o sonho de ter o próprio restaurante. Mas sua vida muda ao beijar um sapo e se transformar em rã! Aí começa a viagem para encontrar a cura.
Os estúdios Walt Disney trabalharam junto com líderes da comunidade negra de todo os Estados Unidos para assegurar que o resultado orgulhe as famílias afro-americanas. Afinal, uma coisa é criar um personagem negro e outra é ser negro. Aí são outros 500.
Sabe esses dias em que horas dizem nada? Em geral, eles coincidem com aqueles períodos de horror, em que se está de cabeça baixa, sem ninguém lhe dar valor. Para completar, a locadora do qual é freguês parece ter sentindo a crise econômica e não oferece nada de novo, te obrigando a "abrir o coração" para os títulos que não conhece. Se você se identifica com essa realidade, ou se está mesmo a fim de um filmizinho bacaninha, eis duas sugestões!
A vida num só dia (Miss Pettigrew lives for a day) - Desempregada e vivendo numa Londres à beira de uma iminente Guerra Mundial, Guineverre Pettigrew se vê mais uma vez no olho da rua. Faminta, sem boas referências e desabrigada, a governanta acaba "encontrando" um emprego inusitado ao lado da aspirante a estrela Delysia Lafosse, que a levará, em 24 horas, a maior reviravolta da sua vida. Uma colher de ânimo paras os dias sem esperança (não, não é um filme de auto-ajuda), o filme é divertido, romântico e inesperado.
O clube de leitura de Jane Austen (The Jane Asten Book Club)- Jane Austen, até então, me era uma estranha. Este drama, além de apresentar aos desinformados (como eu) a segunda autora inglesa mais importante depois de Shakespeare, mostra como a literatura pode ter finalidades diversas na vida de cada um. Boa parte do diálogo é incompreensível para quem não conhece as obras e os personagens dos livros. Mas, a trama que é narrada justifica o esforço e os momentos de confusão. A história gira em torno de seis personagens que discutem os livros em um grupo de leitura criado para ajudar seus membros a superar problemas pessoais, todos ligados ao coração. Um leigo, e único homem, também faz parte do clube. Durante o filme, descobre-se que Jane Austen não é tão estranha assim. Algumas de suas obras já foram adaptadas para o cinema, como "Emma", "Razão e Sensibilidade" e "Orgulho e Preconceito".
Cinema:Salas sem 3D frustram estréia de "Viagem ao Centro da Terra"
Quem estiver interessado em conhecer os efeitos 3D do filme " Viagem ao Centro da Terra" que estréia neste final de semana nos cinemas de todo país deve ficar atento a um pequeno detalhe. É que no país há pouquíssimas salas de exibição equipadas com o recurso. Em Salvador, por exemplo, o filme será exibido normalmente, ou seja, ainda não será desta vez que o público baiano poderá conhecer a novidade. Um pena. Mas, quem de qualquer forma, segue o serviço.
Sinopse: "Viagem ao Centro da Terra - O Filme" , inspirado na clássica criação literária de Júlio Verne, é dirigido pelo aclamado mestre dos efeitos visuais, Eric Brevig ("Homens de Preto", "O Dia Depois de Amanhã", "O Segredo do Abismo"), e estrelado por Brendan Fraser. Trevor (Fraser) é um cientista com teorias tão absurdas que nem mesmo a comunidade acadêmica acredita muito nele. Decidido a descobrir o que aconteceu com seu irmão, que simplesmente sumiu, ele embarca para a longínqua e fria Islândia. Nessa busca, vai acompanhado por seu sobrinho, o rebelde adolescente Sean (Josh Hutcherson), e pela bela guia Hannah (Anita Briem). Durante a expedição, os três ficam presos numa caverna e, na tentativa de sair dali, caem e chegam ao centro da Terra.
Muito se fala sobre os impactos positivos da inclusão digital,mas pouco se descute sobre os transtornos que o mau uso do computador e da internet podem causar. Além das sexy tapes, há ainda manifestações "artísticas". Gente querendo aparecer, se expondo ao ridículo e proporcionando momentos hilários na internet. É o verdadeiro lixo eletrônico: o que fazer com ele? Pegue a pipoca, o lenço e voilá! Com vocês, Christney Spears!
“Quebrando a Banca” (21, EUA, 2008) chega aos cinemas brasileiros após uma estréia de sucesso nas telas norte-americanas. A história é narrada em um ritmo crescente e divertido, com doses bem medidas de violência, amor, sexo e comédia e que mistura cálculos e estatísticas com jogos, dinheiro, luxo, medos, sonhos, enfim, com a vida real.
Realidade é mesmo o forte deste filme baseado em uma história verídica que já foi contada em livro, também publicado no Brasil. Entre os anos de 1994 a 1998, Kevin Lewis e um grupo de estudantes do Instituto e Tecnologia de Massachesetts assumiam diferentes personalidades nos finais de semana para aplicar golpes milionários nos cassinos de Las Vegas Lá, eles jogavam Vinte e Um, quebravam a banca e aproveitavam as maravilhas que o dinheiro pode comprar.
No filme, o foco da história está sobre um brilhante estudante, com forte talento para cálculos matemáticos que se vê relutante diante da proposta de integrar um grupo de jogadores, formado por outros jovens superdotados e um professor (Kevin Spacey) não menos inteligente e totalmente desprovido de pudores, com larga experiência em contar cartas e dar prejuízo aos cassinos.
A “Cidade do Pecado” reserva maravilhas e armadilhas aos que se deixam seduzir aos seus encantos e, se até mesmo os mais experientes correm o risco de sucumbir a eles, porque não compreender a ingenuidade de Ben Campbell, interpretado por Jim Sturgess.
Concorrendo a uma bolsa, Jim se vê entre duas escolhas: permanecer trabalhando em uma modesta loja para extrair dela os trezentos mil dólares que precisa para pagar o curso, caso não consiga a bolsa, ou usar seu talento com os cálculos para aprender a contar cartas e conseguir o dinheiro mais rápido.
Atores veteranos misturados a iniciantes quase desconhecidos ou totalmente estranhos ao grande público garantem boas interpretações. Kevin Spacey e Laurence Fishburne encabeçam um elenco jovem, daqueles cheios de figuras interessantes. “Quebrando a Banca”abre o apetite e restaura o otimismo quanto ao cinema comercial. E ainda deixa um diabinho ao pé da orelha, perguntando se qualquer um conseguiria, com muito esforço, aprender a contar cartas.
Ficha Técnica
Título Original: 21
Gênero: Drama
Elenco: Kevin Spacey, Kate Bosworth, Jim Sturgess,Laurence Fishburne Duração: 123 min Direção: Robert Luketic
Um Plano Brilhante (Reino Unido, 2007)narra uma história passada na Londres da década 60, onde os destinos eram traçados ao nascer e mudanças de percursos não eram permitidas por aqueles que ditavam as regras. A bela Demi Moore interpreta a clássica Laura Quinn, seca e dedicada executiva da maior empresa de diamante do planeta. Apesar de sua competência, Laura não consegue atingir seu objetivo de ser promovida pelo fato de ser mulher.
Aos 38 anos, solteira e amargurada, Laura descobre que seus dias na empresa estão contados através do faxineiro Mr. Hobbs, vivido pelo sempre impecável Michael Caine, Juntos e entre dúvidas, certezas, medos e inseguranças, ambos aplicam um duro golpe na companhia para se vingar pelos anos de dedicação e nenhum reconhecimento.
As fraquezas de Laura contrastam com a determinação do faxineiro que, surpreende a própria parceira com a ousadia do plano que arquitetou. A partir daí, o espectador passa a ser cúmplice de uma trama na qual nenhum personagem é totalmente bom nem mal e onde, por mais uma vez, o crime é a lei, a justiça é falha e o criminoso sai impune.
O desejo por vingança, poder, reconhecimento e sobrevivência desvia o olhar do espectador do brilho das toneladas de diamantes. O que prende a atenção em Um Plano Brilhanteé a reafirmação da idéia de que a justiça deve ser feita com as próprias mãos; que estudar, ser honesto e trabalhador não leva a lugar nenhum e só garante dias amargos. Caso não queira sentir a ferruada da tentação, ou refletir se está mesmo indo ao encontro do nada, evite histórias como esta.
Ficha técnica:
Título Original: Flawless
Gênero: Drama - Crime Duração: 100 min Estúdio: Paris Filmes Direção: Michael Redford
Pré-Estréia: LOUCAS POR AMOR, VICIADAS EM DINHEIRO
Não é a primeira vez que o cinema brinca com a sanha do enriquecimento fácil, rápido e sem culpa da classe média falida. Quem viu As Loucuras de Dick e Jane (EUA 2005) vai achar a história de Loucas Por Amor, Viciadas Em Dinheiro(EUA, 2008) bastante familiar.
Um chefe de família desempregado, o mercado de trabalho em recessão, dívidas acumuladas e o alto padrão de vida indo para o ralo. Estes ingredientes retornam às telas em mais uma comédia onde as personagens jogam para cima os valores morais e fazem do crime uma forma divertida de ganhar a vida.
Desta vez, entram em cena Diane Keaton, Queen Latifah, Katie Holmes e um irreconhecível, Ted Danson para se viciar na arte de ganhar dinheiro ilícito. Ilícito? Será que gastar dinheiro que vai para o lixo é crime? Pois bem, em tempos de valores éticos invertidos, a comédia diverte o espectardor e pergunta: o crime compensa?
Na trama, Bridget Cardigan, personagem de Diane Keaton, é uma dona de casa assustada com a possibilidade de perder seu confortável estilo de vida, agora que seu marido, Don, interpretado por Ted Danson, está sem trabalho. Sem alternativa, Bridget encara uma vaga como faxineira no Federal Reserve Bank.
Ao ver uma hiptotizante quantidade diária de dinheiro ser incinerado, Bridget se convence de que a solução dos seus problemas está em um engenhoso esquema de roubo, que vai colocar em seu bolso uma desprezível parte das notas que seriam queimadas. Para isso, se alia a Nina Brewster (Queen Latifah) e Jackie Truman (Katie Holmes) e ganha o apoio do marido.
O que deveria acontecer apenas uma vez vira vício. Keaton encarna bem a ambiciosa capitalista que não consegue mais parar de roubar, enquanto os outros envolvidos saem torrando o dinheiro sem limites. As reflexões sobre o crime são sempre superadas pelos motivos que levam pessoas honestas a se corromper e os fins vão justificando os meios.
Mães solteiras, maridos falidos, profissionais mal sucedidos com idéias marginais têm, por alguns minutos, a sensação que a solução pra seus dramas é desviar verbas, tirar vantagens aqui, sonegar impostos ali e seguir sem culpa. O cinema diz que sim, a lei tenta dizer que não e a vida não consegue mais apresentar argumentos que sustentem a idéia de que o crime não compensa.Loucas Por Amor, Viciadas Em Dinheirocoloca mais uma vez o tema na roda, sem grandes méritos, mas com garantia de algumas boas risadas.
Ficha Técnica:
Título Original: Mad Money Gênero: Comédia Duração: 104 minutos Site Oficial:www.loucasporamor.com.br Distribuição: California Filmes Direção: Callie Khouri Censura: 10 anos