Ponto M. Devaneios de uma Jornalista

Achismo

  

Morte da ex-primeira-dama Ruth Cardoso

A morte de Ruth Cardoso, antropóloga e ex-primeira-dama da República, pegou a todos de surpresa, não só pelo caratér súbito. Atire a primeira pedra quem conhecia o currículo e a importância acadêmica e social da esposa de Fernando Henrique Cardoso. Surgirão pedras, é claro, mas serão poucas. Ela deu aula nas universidades de Berkeley (EUA), Cambridge (Inglaterra) e na Universidade de São Paulo. Além disso, Ruth ocupou outros cargos de destaque quando presidiu o conselho assessor do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) sobre Mulher e ser pesquisadora do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) em São Paulo.

Era referência no país sobre antropologia, escreveu diversos livros sobre juventude, violência e cidadania. Foi membro da junta diretiva da UN Foundation e da Comissão da OIT (Organização Internacional do Trabalho) sobre as Dimensões Sociais da Globalização e da Comissão sobre a Globalização. Entretanto, para a grande maioria, ela foi meramente a esposa de um presidente que vendeu o país por alguns trocados.



Escrito por Por Lina Magalí às 20h50
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Louis Vuitton processa ONG por uso irregular da marca

Enquanto as grandes coorporações buscam investir em ações de responsabilidade social e ambiental para chamar a atenção e ganhar notoriedade, a festejada grife de bolsas Louis Vuitton lançou mão de uma estratégia completamente demodé. A marca decidiu processar uma ONG que arrecada fundos para os refugidos de Darfur (no oeste do Sudão, África) porque a organização lançou camisetas nas quais um menininho aparece segurando uma bolsa que lembra um modelo da marca. O objetivo da ONG era discutir o foco da mídia: "Se os refugiados africanos tivessem tanta atenção da imprensa quanto tem Paris Hilton, talvez a situação no continente pudesse mudar", declarou um representante da organização. 

A imagem da campanha mostra uma criança negra, descamisada, carregando um cachorro que está vestido e carregando uma bolsa, causadora da ação mais sem noção do mundo fashion e, certamente, mais desastrosa da história da grife. Mas, o que atitude esperar de uma uma empresa que tem como garoto-propaganda o guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, assumidamente viciado em drogas e álcool? No mínimo que ela processe uma organização sem fins lucrativos por uso indevido de imagem! O que a LV quer mesmo é ter sua marca vinculada a impropérios e não a causas nobres da humanidade.

Saiba melhor o que acontece em Darfur e pense melhor antes de pagar R$2 mil por um modelo original da LV.

A imagem que rendeu o processo.

* Notícia enviada por Mariana Ramos

 



Escrito por Por Lina Magalí às 19h23
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Especialistas analisam cobertura do caso Isabella

Representantes de instituições voltadas para o estudo da violência analisaram a cobertura feita pela imprensa sobre o caso Isabella. Foram abordados aspectos como o excesso de informação e os motivos que levaram este caso a receber mais atenção da mídia que outros casos de violência contra crianças. A matéria abaixo foi retirada da Agência Brasil

Especialistas analisam cobertura jornalística sobre violência contra crianças

Morillo Carvalho
Repórter da Agência Brasil


Brasília - Ao comentar o papel da imprensa na cobertura de casos como o da menina Isabella Nardoni, morta violentamente aos 5 anos,  a coordenadora do Programa de Enfrentamento à Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Leila Paiva, avaliou que a mídia cumpre seu papel de informar, embora considere que o faça de forma direcionada.

Para ela, o motivo é a falta de critérios dos setores responsáveis pelas investigações na hora de falar do caso. “A imprensa é um grande aliado, na maioria das vezes, e cumpre seu papel de disponibilizar as informações para a população, mas os outros setores de atendimento e responsáveis pelo procedimento de investigação e responsabilização é que têm que triar quais são os momentos adequados para disponibilizar determinadas informações”, afirmou.

Indagada sobre o porquê de casos como o de Isabella receberem mais destaque do que, por exemplo, o do assassinato de Laila Fonseca, aos 9 anos, em Santo Antônio do Descoberto (GO), Leila Paiva disse acreditar que o motivo está no fato de que fatos que ocorrem no eixo Rio-São Paulo sempre receberem cobertura maior. No caso da menina Laila, suspeita-se de que houve abuso sexual antes do assassinato. 

“Eu acredito que o que ocorre nesse eixo acaba tendo dimensão nacional. Falar de São Paulo é falar de 30% da população do país. Mas é importante fazer um alerta à população que quem vai cuidar da defesa e da responsabilização são os órgãos competentes. Nós precisamos aproveitar esse momento para mostrar que ocorre esse tipo de violência e a importância de denunciar, porque podemos até mesmo salvar crianças, caso a gente não se omita”, alertou.

Para a secretária-executiva da Comissão Teotônio Vilela do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (Nevusp) Alexandra Santos, a imprensa precisa descobrir o seu papel e cumpri-lo, sem tomar o lugar que cabe às autoridades de investigação e responsabilização.

“É um drama familiar, é chocante, revoltante e que precisa ser monitorado, mas quem tem que fazer esse monitoramento são as autoridades. Há um excesso na cobertura. Sai um laudo pericial, as pessoas são chamadas a depor e é veiculado que elas foram indiciadas”, criticou Alexandra.

A secretária-executiva do Nevusp comparou a cobertura do episódio Isabela com a do caso Escola Base, em que professores foram acusados de abusar sexualmente de estudantes com menos de sete anos. Na ocasião, o caso repercutiu tem todo o país e, por fim, ficou constatada a inocência deles. Na análise da especialista, a mídia deve ter cautela porque as peculiaridades do caso Isabella podem levar a excessos.

“Tem alguns fatores que se tornam atrativos, como o fato do pai ser o principal suspeito. Mas parece que a desgraça de uns é mais importante que a de outros. Se pegarmos o caso da menina de Abaetetuba ou o da Laila, a repercussão foi muito inferior ao caso Isabella. Cada um tem um papel. A imprensa tem mais um a cumprir, mas não pode tomar o lugar da polícia, do Ministério Público ou do Judiciário”, afirmou Alexandra

 



Escrito por Por Lina Magalí às 20h44
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Jovem é aprovado no Mestrado em Matemática aos 17 anos

 

O adolescente Aldo Vieira Pinto, de 17 anos, foi aprovado no mestrado de matemática da Universidade Federal de São Carlos, localizada em Sorocaba, interior de São Paulo. Ex-aluno do ensino público, filho de uma família humilde de Lages, em Santa Catarina, Aldo pulou três anos da escola, entrou na faculdade de matemática aos 14 anos e concluiu o curso um ano antes do tempo mínimo previsto. Apesar disso, o rapaz não se considera um gênio e atribui seu sucesso na vida acadêmica ao fato de se dedicar mais aos livros que o normal. Ele aproveita as horas vagas para estudar os assuntos antes da aula e acredita que isso o faz ter mais facilidade em assimilar os conteúdos.

Por conta da aceleração dos estágios escolares, Aldo teve que freqüentar sessões com o psicólogo, pois não se sentia à vontade entre colegas mais velhos. Com planos de chegar ao doutorado, o jovem conta que a matemática entrou em sua vida porque seus pais não podiam pagar as mensalidades do curso de biologia na época em que prestou vestibular. Como o curso de matemática era mais barato, ele decidiu ingressar e hoje já faz planos de chegar ao doutorado e seguir carreira como professor e pesquisador.

Opinião

Os benefícios de uma boa educação são incalculáveis, assim como o prazer dos anos de infância e adolescência aproveitadas plenamente. É possível que, mais adiante, este rapaz sinta falta desses dias e já será tarde para recuperar o ócio na praia, no shopping ou no pátio da escola, divindo com colegas de sua idade, dramas, angústias, alegrias, curtições e experiências típicas dos 17 anos. Podemos ser mestres em qualquer época de nossas vidas, mas adolescentes, só dá pra ser dos 13 aos 18 anos. Nem um segundo a mais, nem um segundo a menos.

 

* Com informações do G1: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL392601-5604,00-JOVEM+DE+ANOS+E+ACEITO+NO+MESTRADO+DA+UFSCAR.html



Escrito por Por Lina Magalí às 17h26
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Morte de Isabella Nardoni ainda está longe de ser esclarecida

Após quase uma semana da morte de Isabella Nardoni, a polícia ainda não conseguiu esclarecer o crime que comoveu todo o país. A garota de 5 anos foi jogada pela janela do apartamento onde mora seu pai, na noite do dia 29 de março e desde então, tudo leva a crer que os únicos suspeitos do crime são o pai de Isabella, Alexandre Nardoni, e a esposa dele, Anna Carolina Peixoto Jatobá, que negam a autoria do crime.

Até aqui, a polícia já fez diversas perícias no local do crime, além de exames toxicológios no pai e na madrasta da garota, que indicaram  a ausência de drogas no organismo dos mesmos.  Como recurso para facilitar as investigações, foi declarada a prisão preventiva do casal, que poderá ficar detido por 30 dias. Hoje, uma missa de 7º dia reuniu cerca de mil pessoas na igreja Nossa Senhora da Candelária, na Vila Maria, zona norte de São Paulo.

Diversas pessoas já prestaram depoimentos à justiça, entre vizinhos e parentes, incluindo a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, que tem recebido em sua página pessoal no site de relacionamentos Orkut, uma média de 40 recados por minuto, em solidariedade ao ocorrido. Os suspeitos divulgaram uma carta na qual negam o crime com veemência, mas as evidências só os levam à culpa. Uma barbárie cometida contra uma criança de 5 anos por si só já é cruel e se torna inaceitável só de imaginar que tenha sido cometido pelo pai da vítima e em circunstâncias tão obscuras.

 



Escrito por Por Lina Magalí às 20h45
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Negra Consciência

 

 

 

 

Antes escurinha cor de disco, nega do cabelo duro, nigrinha descompreendida. Depois cor de chocolate, negra de alma branca, preta clara, morena escura. Hoje negra linda, deusa do ébano, da cor do pecado, pérola negra. Com respaldo na 7716.

Dia 20 de novembro ela se pergunta o que é essa tal consciência de cor tão festejada, tempo de feriado aqui, de show ali, de passeata acolá, que se fortalece nas tranças, torços e black powers e se dilui no calor da chapinha.

Ser negra é ter dúvida. É passar de patinho feio a cotista na universidade, nas artes e na TV. É ter prioridade na raça, é contar a história começando pela cor da pele e pela natureza do cabelo. É ser boa na cama, servir bem a mesa e não se enquadrar no altar.

Ser negra é ter beleza exótica, é ser bonita apesar do nariz amassado, do beiço largo e do cabelo étnico. É ser engolida ao invés de aceita, construir sua auto-estima ao som de não, é não estar no perfil. É ter o pé na cozinha, com o número certo, mas não servir. É ser a primeira a fazer o que todas as brancas já fizeram.

Ter pele escura é privilégio e fardo. Ter cabelo duro é assumir ou fugir. Ter beiço largo não é ter boca carnuda. Ter sorriso largo é ter bocão. Black power não é poder, é força. Racismo não é problema meu, mas dói em mim. Discriminação é dor muda. Carne dura foi feita para rasgar a pele e levar chicotada. Consciência negra é alistamento para luta.

 

Produção e Texto: a Blogueira



Escrito por Por Lina Magalí às 20h59
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