Ponto M. Devaneios de uma Jornalista
  

Georgia Rule

DVD

 

 

 

O título nacional foi fruto de uma escolha infeliz. Faz referência visual ao filme A Sogra (EUA, 2005) e foge completamente do propósito do filme. Ela é Poderosa desanima pelo título, se torna previsível pela fórmula e surpreende ao utilizar recursos clichês que resultam em uma interessante história.

 

É como uma receita antiga, onde já se sabe quais ingredientes utilizar e que surpreendente pelo sabor que ganha. Jane Fonda (A Sogra) é a vovó rabugenta, Felicity Huffman (Desperate Housewives), a mãe/filha neurastênica e Lindsay Lohan (Sorte no Amor), a filha/neta problema. O trio leva uma vida de embates, antipatias mutuas e inflexibilidades, até que Lilly (Huffman) decide deixar Rachel (Lohan) sob as curtas rédeas de Georgia (Fonda).

 

Três mulheres de temperamentos difíceis se vêm diante de uma situação limite a partir de uma revelação feita por Rachel ao triste e melancólico Dr. Simon, interpretado pelo então gato-grisalho Dermot Mulroney (Muito Bem Acompanhada), que ganha proporções não esperadas pela promíscua adolescente. Começa então um jogo de verdades e mentiras que se alterna de acordo com os interesses de Rachel.

 

O diretor Garry Marshall (Uma Linda Mulher) conseguiu garantir o drama, a comédia e o romance neste filme que pode ser classificado nos três gêneros. A trama consegue mexer com as emoções do público de modo que ao longo da história, elas se invertem e se confundem: raiva se torna compreensão, antipatia se converte em carinho e impaciência em piedade.

Nos Estados Unidos, Ela é Poderosa não fez sucesso de bilheteria, além de ter dado péssima publicidade a Lindsay Lohan. Caiu na Internet uma carta enviada por um dos produtores do filme, James G. Robinson, condenando a atriz por seu comportamento "irresponsável e antiprofissional" e a ameaçando de processo por atrasar as filmagens. No Brasil, a performance do filme também deixou a desejar.

Tudo amarradinho, emoções na dose certa, roteiro roupa-velha com toque de criatividade. Nada que já não tenha sido visto numa obra inédita. Ela é poderosa é a “Blogueira Rule” dessa semana. Para quem gosta do gênero, merece toda a atenção.

 

 

Ficha Técnica

 

Título: Ela é Poderosa
Título Original: Georgia Rule
Gênero: 
Comédia
Tempo de Duração:
113 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2007
Site Oficial:
www.georgiarulemovie.net

Distribuição: Universal Pictures
Direção: Garry Marshall
Roteiro: Mark Andrus
Produção: David C. Robinson e James G. Robinson

 

Produção e Texto: A Blogueira



Categoria: Na Poltrona
Escrito por Por Lina Magalí às 22h21
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Segunda Chance

                                                    

                                                         Foto:Divulgação

A atleta alemã Yvonne Buschbaum, 27, anunciou na quarta-feira, 21 que está abandonando o esporte. A decisão foi tomada por dois motivos. Um deles é uma contínua lesão no tendão de Aquiles. A outra razão, e mais determinante que a primeira, se deve ao fato de Buschbaum ter decidido continuar uma terapia hormonal para fazer uma cirurgia de mudança de sexo.

Medalhista de bronze no salto com vara nos Campeonatos Europeus de 1998 (Budapeste-HUN) e 2002 (Munique), a alemã diz ter vivido até então o transtorno da transexualidade, um conflito mental no qual indivíduos nascem com um sexo, mas pensam ser de outro. Buschbaum revelou que durante anos, se sentiu num corpo errado, pensando como um homem, mas vivendo no corpo de uma mulher. O anúncio foi feito no site oficial da atleta.

A transexualidade é um transtorno de identidade de gênero que causa profundo mal-estar psíquico àqueles que sofrem do problema. É reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como um transtorno mental e comportamental. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina permite que sejam feitas as cirurgias de mudança de sexo no país desde 1997, mas somente em hospitais universitários, como cirurgia experimental. Esses procedimentos são irreversíveis. Atualmente, a lei também já permite a mudança de sexo e identidade no registro civil.

 



Categoria: Acontecido
Escrito por Por Lina Magalí às 17h07
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Precariedade e Descaso

A Polícia do estado do Pará está com dificuldades para organizar a carceragem. Uma adolescente de 15 e uma mulher de 23 foram presas e encarceradas em celas masculinas. O primeiro caso aconteceu na cidade de Abaetetuba, onde a menor, presa por furto, passou 30 dias na companhia de 20 homens e reclamou de múltiplos abusos sexuais.

Já o segundo caso foi registrado na delegacia de Parauapebas, onde a presa era a única mulher entre 70 homens, todos dentro de uma mesma cela. Nas duas cidades, as delegacias não contam com carceragem feminina.

O Conselho Tutelar de Abaetetuba denunciou o caso da adolescente ao Ministério Público e ao Juizado da Infância e da Adolescência. O Centro de Defesa da Criança e do Adolescente em Belém informou que vai processar o Estado.. A Secretaria se Segurança Pública do Pará segue investigando o caso e os delegados envolvidos foram afastados das atividades. A jovem de 23 anos foi transferida uma nova cadeia, em outra cidade.

 

Fonte: G1



Categoria: Acontecido
Escrito por Por Lina Magalí às 16h46
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Luxo Humanitário

Mais uma opção entre produtos que arrecadam fundos para ajudar as vítimas da AIDS. Em 1º de dezembro, dia mundial de combate à doença, será lançado um bracelete, desenhado pela atriz americana Julia Roberts e vendido pela grife Empório Armani. O acessório pode ser adquirido nas cores vermelha ou marrom e tem gravados o desenho da árvore da vida, as palavras “Revolution-Evolution-Devotion” e as iniciais de Julia.

 

A princípio, quem quiser ajudar terá que acessar a página da loja na internet. Após o lançamento, o objeto estará disponível nas lojas Empório Armani em meados de dezembro e até fevereiro de 2008 chegará a outras joalherias no mundo. Os preços das contribuições são altos: varia entre 175 e 195 dólares.

 

As pulseiras são de couro com fechos de prata e  além de caras não são muito bonitinhas, mas o que vale é a intenção.

Fotos:Divulgação



Categoria: Acontecido
Escrito por Por Lina Magalí às 16h24
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Negra Consciência

 

 

 

 

Antes escurinha cor de disco, nega do cabelo duro, nigrinha descompreendida. Depois cor de chocolate, negra de alma branca, preta clara, morena escura. Hoje negra linda, deusa do ébano, da cor do pecado, pérola negra. Com respaldo na 7716.

Dia 20 de novembro ela se pergunta o que é essa tal consciência de cor tão festejada, tempo de feriado aqui, de show ali, de passeata acolá, que se fortalece nas tranças, torços e black powers e se dilui no calor da chapinha.

Ser negra é ter dúvida. É passar de patinho feio a cotista na universidade, nas artes e na TV. É ter prioridade na raça, é contar a história começando pela cor da pele e pela natureza do cabelo. É ser boa na cama, servir bem a mesa e não se enquadrar no altar.

Ser negra é ter beleza exótica, é ser bonita apesar do nariz amassado, do beiço largo e do cabelo étnico. É ser engolida ao invés de aceita, construir sua auto-estima ao som de não, é não estar no perfil. É ter o pé na cozinha, com o número certo, mas não servir. É ser a primeira a fazer o que todas as brancas já fizeram.

Ter pele escura é privilégio e fardo. Ter cabelo duro é assumir ou fugir. Ter beiço largo não é ter boca carnuda. Ter sorriso largo é ter bocão. Black power não é poder, é força. Racismo não é problema meu, mas dói em mim. Discriminação é dor muda. Carne dura foi feita para rasgar a pele e levar chicotada. Consciência negra é alistamento para luta.

 

Produção e Texto: a Blogueira



Categoria: Achismo
Escrito por Por Lina Magalí às 20h59
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   Amor que mata

Especial


                                                                   

 

 


Evelyn tinha 18 anos, namorava Jilmar, de 23, mas Evelyn decidiu romper a relação. Inconformado, Jilmar fez a ex-namorada de refém para forçar uma reconciliação. Por conta disso, ficou 30 dias na cadeia, mas conseguiu liberdade para tratamento psiquiátrico e ganhou o medo de Evelyn, que passou a evitar andar sozinha. Quatro meses depois da primeira tentativa, Jilmar seqüestrou a jovem novamente e a manteve presa na farmácia onde trabalhava. Por doze horas, Evelyn ficou algemada ao ex-noivo, ameaçada por um revólver. Dessa vez, Jilmar disparou um tiro na testa de Evelyn e outro contra a própria cabeça. Ambos foram socorridos e morreram no hospital.

 

A história é real, comum e aconteceu na cidade paulista de Praia Grande. A morte e o amor sempre estiveram ligados, mas os crimes passionais narrados ao longo de história são sempre marcados por uma forte carga de comoção popular. Ainda que seja “comum” matar ou morrer por amor, os motivos que levam um amante a acabar com a vida do outro são injustificáveis aos olhos da sociedade e da justiça.

 

No rigor da lei, a tal paixão, amor, ou seja lá qual for o sentimento que envolve o homicida, não é considerado como atenuante nos tribunais. Obviamente, isso é válido para quem não comete suicídio após matar. Mesmo diante das possíveis punições, se multiplicam os casos de homicídios em nome do mais nobre dos sentimentos humanos. Mas fica no ar a dúvida: que ama, mata ou quem mata não ama? Será o amor o responsável pelos crimes ou o tal sentimento é, na verdade, uma obsessão?

 

De acordo com estudos da Psicologia criminal, o homicida passional é, em geral, egocêntrico ao extremo e por isso não se vê como uma pessoa comum, que pode ser traída ou rejeitada, mas como uma pessoa excepcional, sem defeitos e digna de ser amada. Em situações de desprezo, esse indivíduo entra em colapso e luta até as últimas conseqüências para se refazer do que, para ele, é a pior das desgraças, chegando até mesmo a matar para evitar tamanho prejuízo ao próprio ego. Jilmar, por exemplo, disse a uma prima que se mataria, caso não pudesse mais encontrar com Evelyn.

 

Outros aspectos envolvem o crime passional e muitas outras características podem compor o perfil do assassino. Lançado em 2002, o livro A Paixão no Banco dos Réus, de Luiza Nagib Eluf, relata os 14 crimes passionais de maior repercussão no país e chama a atenção para aspectos como as relações de poder e dominação entre as vítimas e os assassinos. Além disso, analisa a solução dada pela justiça aos casos.

 

Tipicamente, os crimes passionais são cometidos contra mulheres, mas há também registros de mulheres que matam seus parceiros por amor. O fato é que, o retrospecto de punições revela que, apesar de não estarmos falando de uma figura penal atenuante, a passionalidade é confundida com “Violenta Emoção” e este argumento já conseguiu livrar a pele de muitos homicidas ao longo da história. Incoerentemente, advogados alegam que seus clientes foram acometidos por um acesso de fúria ao descobrirem uma traição e por isso planejaram matar seus parceiros.

 

Contra a impunidade foi sancionada em 7 de agosto de 2007 a lei Maria da Penha, cuja intenção é punir com o rigor os acusados de violência doméstica para prevenir os crimes passionais e, quando houver, cobrar severidade nos julgamentos. Porém, a lei nº 11.340 ainda não consegue driblar as brechas legais que conseguem manter assassinos fora da cadeia. É o caso de Antonio Marcos Pimenta Neves, que segue em liberdade desde seu primeiro julgamento, em maio de 2006, apesar de condenado há 18 anos de prisão pela morte da jornalista Sandra Gomide.

Produção e Texto: A blogueira



Escrito por Por Lina Magalí às 19h59
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Moda: sempre atual, sempre possível

Ao pé da letra, a Moda é uma expressão cultural que converge a tendência de consumo de uma sociedade, indicando o que as pessoas vão vestir, comer, usar, comprar, como vão se pentear etc e tal.  Considerada fútilidade por uns e essencial por outros, o fato é que a Moda é sempre tema de discussão.

Desde a antiguidade até aqui, a Moda faz parte da história das sociedades e muito do que aconteceu pode ser contado através das roupas e dos costumes típicos de uma época ou povo. Roupas apertadas, folgadas, curtas, compridas, claras ou escuras. Atualmente, a Moda não só define grupos como movimenta milhões em dinheiro, todo ano, em todo planeta.

Hoje em dia, quem faz a Moda acontecer (fashionistas, estilistas, modelos, costureiros e empresários) dita padrões que influenciam não só na economia, mas na saúde pública também. Ideais de belezas são impostos sobre aqueles que querem modelar ou simplesmente estar na moda e quem não foi presenteado pela natureza com as formas raquíticas exigidas acaba cedendo às pressões do mercado através de hábitos pouco saudáveis.

Estar na moda é questão de status, sempre foi. Assim como no açougue carne de primeira qualidade custa mais que a de segunda ou terceira, obedecendo a lógica comercial, o que é considerado o filé do mundo fashion tem seu preço mais caro que ouro. Sendo assim, a moda na atualidade, se mal apriveitada, além de fazer mal para o corpo e para a cabeça, pode ainda fazer mal para o bolso.

No entanto, esse mal só atinge a quem se permite e a quem pode se permitir. A Moda pode ter seus tumores, mas é democrática e tanto pode ser para poucos, quando de todos. Da banca de camelô às poltronas das lojas de grife, os modelos, os cortes, as tendências e os preços se adaptam ao gosto e ao poder aquisitivo de cada um. Sempre divertida, sempre polêmica, assim é a Moda. Amando-a ou odiando-a, todos acabam em algum momento da história cedendo aos seus caprichos.

 

 

Variando tecidos, reduzindo custos ou até mesmo abrindo mão da qualidade do produto, fabricantes e estilistas criam opções para todos os tipos de público e padrões de exigências. De um mesmo tipo de mercadoria, há opções de todos os preços!

 

                                                     

Créditos:

Imagens: Divulgação

Produção e Texto: A Blogueira



Categoria: Modista
Escrito por Por Lina Magalí às 21h19
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